terça-feira, 28 de outubro de 2008

Coma

Quero clamar a minha loucura!
Afogá-la no fundo de minha garrafa
Para que caso a sanidade me ataque
Eu possa bebê-la outra vez!

Não farei como D.Sebastião
Vou gritar até o surdo dizer basta!
Os cristais se quebrarem
E os pássaros desistirem de cantar

Quero clamar a minha verdade!
Santificar a insanidade
Desses dias loucos na mesa sem bar

Não farei como D.Maria 1ª
Quero contrabandear idéias
Viver na dependência de sentir
Porque quem não sente é pedra!

Quero saciar a minha sede
Engolir um oceano de pensamentos
Entrar num coma de devaneios
De sentimentos...

Que as espumas flutuem!
E os anjos tortos da sombra venham me procurar
Que a negra Fulô tenha sonhos
Porque no meu mundo, vai cantar o sabiá!

13 comentários:

Victor disse...

Sabia que o Sabiá sabia assoviar...?

Victor disse...

Victruz

aaluah disse...

é seu, o poema?




queria poder escrever poemas...

Chaos disse...

Texto excelente, parabéns ^^
Ando sem inspiração pra escrever ultimamente...
Acho que é a falta de acontecimentos novos na vida =/

Bom... um dia eu volto a escrever ^^
Um bjo mocinha, até a próxima =*

aaluah disse...

acho que a métrica do poema me assusta...

gabriel artefato disse...

você pode ser mais louca?

Harijan D disse...

Não só pode como deve!

Isa Tochtrop disse...

Muito bom o poema. E um brinde à Baco.

Isa Tochtrop disse...

(sem crase)

(:

Luaninháááááá disse...

te amoo!!!

ivan alves de lima disse...

conselho de amigo haiukaiano: limpe os textos, resuma os sentimentos, seja direta. bjs...

Thaisa disse...

Nossa !!! não sabia que você escrevia poemas, q legal !!! Esse é o meu preferido !! =] Parabéns !!

Mauricio disse...

... é como se pudéssemos ver nas palavras-vivas da poeta Laplace o seu próprio reflexo!... tão vivo e pungente nessa alma de eterna palavrante que és!!
Parabéns amada!

o poeta cretino