segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Paladar

No ácido da boca tua
Afogo-me
E escoa-me a saliva pelos lados
Queima-me a pele
Deforma meu sorriso

E o gosto salgado de teu corpo
Minha língua, teu suor
Minha boca, tuas lágrimas
Lágrimas de réptil

Com o cheiro amargo da pele tua
De teu de sexo
Enlouqueço
Afrodisíaco número um do mundo
Invade as narinas, meu frenesi

O encarar ardente dos olhos teus
Cegam-me como alfinetes
Validam a minha visão
Com gotas picantes desses filetes

Mas tu levaste o beijo ácido
O acre do cheiro
O salgado suor
Com teu olhar tácito

Perdeste o gosto
E deixou-me enfim
Degustando-te de longe
Insípido desolado!
Na sua doce partida...

9 comentários:

gabi disse...

Belo poema :)

Erick Sam disse...

nossa,otimo,lindo^^

Márcia Monteiro disse...

Nossa... Que forte esse poema! Deixou-me com uma pitada de inveja. rs
Inspirador...

Ivan disse...

Wow, adorei! bem 'raw' esse poema... ficou muito legal! Parabéns

Hikari disse...

po, eu achei bom entao que houve um rompimento já que ela foi doce. Não gosto de coisas ácidas e isso muito foi referido a quem partiu.

ivanlima disse...

sumiu porquê?
bjs.

Paulo Queiroz disse...

Lindos poemas. Escritos construídos com o sentimento fático. Gostei muito. Beijos

Alice Monteiro disse...

Sua poesia é tátil, dramática e sensual. Aguardo outras criações artísticas.
Beijos.

Y.K. disse...

que final mais verdadeiro...