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Le Alcoolique

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Palavras de concretude ( uma carta à arquitetura)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"A arquitetura como uma carta, datada, de data sem importância, pois sua infinidade concreta expande-se de um historia passada, o agora vivo e um futuro intangível. Arquitetura como palavra, sua imortalidade concretizada, elevada do chão com suas raízes do imaginário de um sonhador. O concreto como lúdico, das frases que possuem entrelinhas e das portas que se abrem sem revelar o mistério de cada vão. E selada, e pronta, mas que pronta nunca há de estar, sempre existe uma palavra a mais, um canto a se aumentar, uma janela a se abrir. E que possamos abrir as janelas, sempre, que como prosa voam no ar, se espalham no vento e criam asas para alcançar a todos os olhos de ver....

E assim, que ao construirmos paredes, façamos não muros, e sim conexões. Que ao fecharmos janelas façamos um útero onde possamos renascer em nossa reflexão. Que cada risco seja um pedaço de sonho em giz, em formas que não quebram, que fluem e nos levam embora, a voar com elas. Que nossos pés nunca toquem o chão, flutuando acima deles, no piso das ideias. Que o teto seja estrelado, e que as portas nos levem a mais perguntas e não a uma solução. E que aquilo que nos enclausurava seja agora uma caixa de possibilidades. Que o verde seja parte de um todo, e não a parte que complementa. E que a arquitetura seja agora não como delimitar, mas sim como uma expansão... e que possa enfim, voar!”


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Umas palavrinhas em homenagem a esta arte magnífica, que quando feita pelas mãos de um verdadeiro artista, vira poesia concretizada.
A arquitetura é poesia concretizada!


R.

Postado por R.L. às 10:49 PM    

10 comentários:

Harijan D disse...

Gostei muito.

14 de abril de 2010 22:57  
Márcio Morais disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
14 de abril de 2010 23:12  
Márcio Morais disse...

Lindo... é ótimo se apaixonar pelo curso... nos faz ir mais além! Concretizar nossos sonhos...

14 de abril de 2010 23:18  
Márcio Vandré disse...

Os muros só servem para ser derrubados. Conexões sim, que devem ser feitas. O mundo cosmopolita. :)
Está aí Niemeyer para provar a poesia.
Um beijo, Ricelli!

14 de abril de 2010 23:24  
Anônimo disse...

rice, sempre arrasando nos texos ;) beijaao minha linda!

14 de abril de 2010 23:54  
shaaa disse...

gostei disso:
" a arquitetura é poesia concretizada!"
perfeito!!

15 de abril de 2010 19:31  
Jefferson de Morais disse...

Está lançada a campanha: "Concretize-se!" ^^

Muito bom, R.L.! Muito bom mesmo.

Bjs,
Jefferson.

16 de abril de 2010 19:36  
nataliakochem disse...

Espera que tá saindo aquele texto...

19 de abril de 2010 23:56  
Késia Maximiano disse...

Concretizando, idealizando...
Poetizando!

Beeeijos

23 de abril de 2010 23:22  
Camila disse...

nunca havia lido algo assim, foi inusitado..

24 de abril de 2010 13:37  

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