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Le Alcoolique

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"Tudo que sei é que de nada sei, e do nada que sei, descubro que tudo quero, eu quero tudo! E de tudo o que conquistei, com palavras,compartilho. Deixe aqui a tua pegada, sendo ela sóbria ou alcoolizada. Porque de tudo, caros amigos, não sabemos nada." R.L.
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Poesias e pensamentos para apreciadores etílicos.

Sonho em cinco estrofes

domingo, 25 de abril de 2010

Sinto teu cheiro, que na pele impregnado
Traz a lembrança da noite, louca vontade
Que nos corpos se faz, no pensamento é consumado
Mas o medo não deixa, render-se a insanidade

No escuro, mãos são olhos de visão escassa
Perdidas, negando a entrega, contra ao toque tentando lutar
Faz-se rígida na coberta, e em frente a boca fracassa
E na ultima força sua, faz-se eminência do desejo matar

Num susto, a tua respiração, no pescoço um calor
A falta de ar, causa do abraço que fogo faz estremecer
Do consumar, causa a culpa secas lágrimas, em dor
O alívio e arrependimento de não o fazer

No acordar deste sonífero, com chuvas, o cuidado a se esvair
Cabelos emaranhados num sonho permanecem, e o frio vem deixar
A juventude e o esquecimento, por um fio o peito a se abrir
E sem travesseiro o coração perto, colado, a desistência o faz recuar

E o tempo nesse conto é mais nada que maldito
Que separa, a verdade esconde, nos engana na sobriedade
E tudo muda do que poderia aquilo ser escrito
E bêbados em amor por ele separados, para a eternidade


----------------------------------------------------------------------------



Sem mais...

R.

Postado por R.L. às 6:29 PM    

13 comentários:

Beta disse...

Rice,adorei o poema *_*
saudades,beijos.

25 de abril de 2010 18:36  
Sílvia disse...

poema bonito :)

25 de abril de 2010 19:10  
Julia Malaguti disse...

me lembra uma musica que nao sei exato qual é. preciso ler com mais calma e menos barulho para identificar.
gostei (:
e olha que sou dificil com poemas.

25 de abril de 2010 20:40  
Márcio Vandré disse...

Gostei muito, principalmente da parte em que diz que as mãos são olhos na escuridão.
Me lembrou o filme "Vermelho como o céu", inclusive o indico.
Beijo, Poetisa!

26 de abril de 2010 00:12  
Ivan disse...

Visitando o seu blog, pois foi o ultimo recurso que eu achei pra falar com você. hahahaha. Você trocou de msn? me passa depois né, duh.

Btw, adorei seu texto. Na verdade lembrei do seu blog até, porque eu tava lendo a resenha de um livro, e pensei que vc ia gostar... logo veio em mente seu blog. Saudades. ;*

26 de abril de 2010 02:12  
Plebeu disse...

não pensei que fosse ler esse poema sincero aqui tão cedo!
mil bjs

26 de abril de 2010 19:16  
Anônimo disse...

"Sem mais..."

sem mais o que falar?

ou

sem mais a possibilidade de concretizar o sonho?

Beijos

28 de abril de 2010 23:19  
R.L. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
29 de abril de 2010 19:51  
nataliakochem disse...

Porque eu sonho não sou eu.
Porque eu sonho, eu sonho. [Filme Canadense "Leolo"] Esse filme me fez pensar muito... Essa frase então... deixo aqui anotado, um dia baixo ele pra gente ver Rice. Abraços, gosto mto de vc. sempre!

2 de maio de 2010 21:26  
R.L. disse...

para Anônimo: Acho que os dois.. detesto anonimos.. -_-

3 de maio de 2010 16:50  
Jefferson de Morais disse...

Lindo, R.L.! Lindo mesmo!
Como sempre, né?
Bjs

4 de maio de 2010 20:07  
Camila disse...

realmente amei ler este :)

6 de maio de 2010 23:01  
nataliakochem disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
20 de maio de 2010 16:52  

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