Vou me mudar
Desses pilares de mármore...feitos de pó!
Onde há sorrisos fingidos que tentam me acolher
Robôs empestando a casa pra me servir
Tudo aquilo que eu nem preciso ter
Vou me mudar
Pra longe dessas cortinas de negro cetim
Onde o chão comprido e encerado
Mostra meu reflexo cansado
Dos olhos onde todo sonho tem seu fim
Vou me mudar...
Quero um lugar vazio!
Pra que eu possa fazer de meu lar um abrigo
Quero um lugar frio!
Para que possamos aquecer uns aos outros
Quero um lugar escuro!
Para que ao abrirmos os olhos
Iluminemos o caminho do próximo
Quero um lugar de silencio!
Para que possamos ouvi-lo...
E quebrá-lo de uma forma singela
Quero um lugar de tristeza!
Para que cada sorriso sorrido
Seja verdadeiro
Vou me mudar...
E quero um lugar de solidão.
Para que haja verdadeiro amor
E para que cada amor que exista
Seja eterno!
domingo, 11 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
Expresso dos sonhos
Sou firme e sou constante
Vindo de todos os lados
Pra sempre, sou mutante.
Aderindo a qualquer luz no fim do túnel
Já que sou perguntas sem respostas...
Sou firme e sou constante
Variável como o tempo
Sim, eu sou um amante!
Passageiro definitivo
Do expresso dos sonhos...
Criando raízes a cada lugar que vou,
Dizem que sou marcante
Meu nome, imaginação!
Um boêmio errante...pensante!
Procurando o que ainda nem sei
Estou na metade do infinito
E a cada novo passo
O que procuro torna-se mais conflito
E mais bonito...
Sou firme e sou constante
Variável como o tempo
Ah, eu sou um amante!
Nas horas perdidas e vindas
Tornei-me mutante
Passageiro definitivo
No expresso dos sonhos...
R.
Vindo de todos os lados
Pra sempre, sou mutante.
Aderindo a qualquer luz no fim do túnel
Já que sou perguntas sem respostas...
Sou firme e sou constante
Variável como o tempo
Sim, eu sou um amante!
Passageiro definitivo
Do expresso dos sonhos...
Criando raízes a cada lugar que vou,
Dizem que sou marcante
Meu nome, imaginação!
Um boêmio errante...pensante!
Procurando o que ainda nem sei
Estou na metade do infinito
E a cada novo passo
O que procuro torna-se mais conflito
E mais bonito...
Sou firme e sou constante
Variável como o tempo
Ah, eu sou um amante!
Nas horas perdidas e vindas
Tornei-me mutante
Passageiro definitivo
No expresso dos sonhos...
R.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Poética
Estou farto do lirismo comedido
do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[ menifestação de apreço ao Sr. diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
[vernaculo de um vocabulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar
[com cem modelos de cartas e as diferentes
[maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
Para abrir com chave de ouro, um grande poema de um grande poeta!
Estou farto do lirismo comedido
do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[ menifestação de apreço ao Sr. diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
[vernaculo de um vocabulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar
[com cem modelos de cartas e as diferentes
[maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
Para abrir com chave de ouro, um grande poema de um grande poeta!
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