Ah, mulher!
A Deusa que desceu a terra só pra me fazer delirar
Envolvendo-me com suas manhas e sua lábia
Delicada, feroz... invulgar!
Mulher!
Que me arranha as costas, que me faz sangrar os sentimentos
Há muito estancados...
Que me jura mil paixões e me tem assim, apaixonado.
Ah, Mulher!
Que nunca irei chegar perto de decifrar
Pois o máximo que chego a teus pés é admirar-te
Num devaneio de estética, de arte!
Mulher!
És de tudo a Rainha
Que dá a luz, que dá a vida
Mais um poder divino que só tu possui
Minha fada madrinha!
Ah, mulher!
Tu saíste de minha costela!
Pois sou o rascunho, e tu és a obra prima
Sois aperfeiçoada, evoluída, de corpo e mente
Sou a tentação de ajoelhar-me a teus pés
E render-me a tua sagaz serpente
Mulher!
Por que Deus não me fizeste também a tua imagem?
Por que sou rascunho e não mereci essas dádivas?
É que a função minha é admirar-te
Cultivar a ti, oh Deusa!
Fazendo de ti a minha rainha
E atingir a perfeição na tua beleza
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Sonhar
Esses últimos dias me fizerem refletir muito sobre a importância do sonho.
No mundo em que vivemos, a cada dia que passa fica mais dificil de acreditar num futuro
bonito, na bondade das pessoas, na paz e no amor.
Mas eu aprendi também que mesmo com tudo de podre que vemos hoje, um homem sem sonho e sem fé está no mesmo barco daqueles homens que empodrecem o mundo.
Um homem sem fé, é um homem sem vida!
R.
--------------------------------------------------
Música: Sonho impossível
De Chico Buarque de Olanda/Maria Bethânia.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.
No mundo em que vivemos, a cada dia que passa fica mais dificil de acreditar num futuro
bonito, na bondade das pessoas, na paz e no amor.
Mas eu aprendi também que mesmo com tudo de podre que vemos hoje, um homem sem sonho e sem fé está no mesmo barco daqueles homens que empodrecem o mundo.
Um homem sem fé, é um homem sem vida!
R.
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Música: Sonho impossível
De Chico Buarque de Olanda/Maria Bethânia.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Coma
Quero clamar a minha loucura!
Afogá-la no fundo de minha garrafa
Para que caso a sanidade me ataque
Eu possa bebê-la outra vez!
Não farei como D.Sebastião
Vou gritar até o surdo dizer basta!
Os cristais se quebrarem
E os pássaros desistirem de cantar
Quero clamar a minha verdade!
Santificar a insanidade
Desses dias loucos na mesa sem bar
Não farei como D.Maria 1ª
Quero contrabandear idéias
Viver na dependência de sentir
Porque quem não sente é pedra!
Quero saciar a minha sede
Engolir um oceano de pensamentos
Entrar num coma de devaneios
De sentimentos...
Que as espumas flutuem!
E os anjos tortos da sombra venham me procurar
Que a negra Fulô tenha sonhos
Porque no meu mundo, vai cantar o sabiá!
Afogá-la no fundo de minha garrafa
Para que caso a sanidade me ataque
Eu possa bebê-la outra vez!
Não farei como D.Sebastião
Vou gritar até o surdo dizer basta!
Os cristais se quebrarem
E os pássaros desistirem de cantar
Quero clamar a minha verdade!
Santificar a insanidade
Desses dias loucos na mesa sem bar
Não farei como D.Maria 1ª
Quero contrabandear idéias
Viver na dependência de sentir
Porque quem não sente é pedra!
Quero saciar a minha sede
Engolir um oceano de pensamentos
Entrar num coma de devaneios
De sentimentos...
Que as espumas flutuem!
E os anjos tortos da sombra venham me procurar
Que a negra Fulô tenha sonhos
Porque no meu mundo, vai cantar o sabiá!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Parede
Parede, parede..
Entre quatro paredes
O toque dos dedos
A pele de cetim
Ao tremer dos corpos
Os cantos somem
E paredes viram
Um circulo sem fim
Parede, parede, parede...
Lugar que da sede
De amor, calor
Onde a sublimação ocorre
O ódio morre
E toda briga termina
Com um final feliz
Parede...parede...
Onde a fala se perde no ar
E tudo é cheiro
Sabor
Textura
Paredes...
Lugar de começo
Meio e fim
E que fim é este...
Quando a formosura preenche
Todos cantos vazios
Parede
De suor
De frenesi de felicidade
Lugar pra matar a saudade
De criar vida
De começar a arte!
Ah...paredes!
Entre quatro paredes
Há tanta perfeição
Em que o homem se põe
E tanta ternura
Entrelaçada na fronha
Que anjos, arcanjos
E até os Deuses
Sentem vergonha
Entre quatro paredes
O toque dos dedos
A pele de cetim
Ao tremer dos corpos
Os cantos somem
E paredes viram
Um circulo sem fim
Parede, parede, parede...
Lugar que da sede
De amor, calor
Onde a sublimação ocorre
O ódio morre
E toda briga termina
Com um final feliz
Parede...parede...
Onde a fala se perde no ar
E tudo é cheiro
Sabor
Textura
Paredes...
Lugar de começo
Meio e fim
E que fim é este...
Quando a formosura preenche
Todos cantos vazios
Parede
De suor
De frenesi de felicidade
Lugar pra matar a saudade
De criar vida
De começar a arte!
Ah...paredes!
Entre quatro paredes
Há tanta perfeição
Em que o homem se põe
E tanta ternura
Entrelaçada na fronha
Que anjos, arcanjos
E até os Deuses
Sentem vergonha
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Lição de amor
No livro de paginas amareladas
O cheiro de antigo amor que me há de lembrar
Do som que o disco soou
Arranhado como a mais bela lembrança
E sentado naquele café
Esperando minha hora chegar
Os pensamentos sem conseguir fluir
Só sonhavam com você a passar
Estranho que eu venha a querer
Sua pele que nunca toquei
Triste não saberes existir
Todo o amor que sempre lhe dei
E tu que não sabes de mim?
Nem pensas no meu sonhar sobre nós
Falas a mim chorando tua loucura
E ata ainda mais forte nossos nós
Dos poemas que escrevo para ti
Tu amas e vem me falar
É ironia que me faz rir
São teus elogios que me fazem chorar
E tu que não sabes de mim?
Sou só um com quem trocas meias palavras
E quando vais embora
Sorriem em mim as palavras trocadas
Um dia chegastes a mim
Quando brigaste com teu amor
Disse-lhe as mais belas palavras
Sobre o amor que suporta toda dor
(Ironia...)
Mas não penses que choro pelos cantos
Sou feliz em meu estado calado
Uma vez o amor me ensinou
Que se verdadeiro um bocado
Só quer que seu bem
Acima de tudo
Seja de todos
O mais amado...
--------------------------------------------------------

Escrito hoje em um guardanapo do café Baronni, livraria Saraiva.
O cheiro de antigo amor que me há de lembrar
Do som que o disco soou
Arranhado como a mais bela lembrança
E sentado naquele café
Esperando minha hora chegar
Os pensamentos sem conseguir fluir
Só sonhavam com você a passar
Estranho que eu venha a querer
Sua pele que nunca toquei
Triste não saberes existir
Todo o amor que sempre lhe dei
E tu que não sabes de mim?
Nem pensas no meu sonhar sobre nós
Falas a mim chorando tua loucura
E ata ainda mais forte nossos nós
Dos poemas que escrevo para ti
Tu amas e vem me falar
É ironia que me faz rir
São teus elogios que me fazem chorar
E tu que não sabes de mim?
Sou só um com quem trocas meias palavras
E quando vais embora
Sorriem em mim as palavras trocadas
Um dia chegastes a mim
Quando brigaste com teu amor
Disse-lhe as mais belas palavras
Sobre o amor que suporta toda dor
(Ironia...)
Mas não penses que choro pelos cantos
Sou feliz em meu estado calado
Uma vez o amor me ensinou
Que se verdadeiro um bocado
Só quer que seu bem
Acima de tudo
Seja de todos
O mais amado...
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Escrito hoje em um guardanapo do café Baronni, livraria Saraiva.
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